Lilith ou Black Moom True (T) ou Mean (M)

 



🌹 Lilith só entra na Astrologia no século XX
por Hector Othon

A história de 🌹Lilith na Astrologia é um labirinto poético: cheio de confusões, renascimentos e fios entrelaçados entre mito, astronomia e psicologia profunda.

🌑 1. A raiz: o mito de 🌹Lilith não é astrológico

🌹Lilith nasce de tradições muito antigas:
textos sumério-acádios (lilītu, ardat-lilî),
Alfabeto de Ben Sira (século X), onde aparece como a primeira esposa de Adão,
correntes judaicas que a associam ao “vento noturno” e à mulher indomável.

Durante quase 4.000 anos, 🌹Lilith foi mito, arquétipo, poesia, demônio, símbolo —
mas jamais parte da astrologia.

O que muitos desconhecem:
➡️ 🌹Lilith só entra na astrologia no século XX.
Não existe 🌹Lilith na astrologia antiga, clássica, helenística, medieval ou renascentista.

Por isso:

❗ Os astrólogos tradicionalistas não utilizam nenhum tipo de 🌹Lilith (Mean, True, etc.)
Ela pertence exclusivamente às técnicas modernas, junto com asteroides e pontos hipotéticos.

🌒 2. A primeira tentativa moderna: a “Dark Moon” (1918)

A primeira vez que algo chamado “🌹Lilith” aparece na astrologia não é a 🌹Black Moon, mas sim a Dark Moon:

⚫ Sepharial (1864–1929)
Ocultista inglês, amigo de Alan Leo.

Em 1918 descreve uma suposta “segunda Lua invisível”, inspirada na literatura esotérica francesa.
A essa Lua hipotética foram dados nomes como:

• Dark Moon
• Waldemath Moon
• e até mesmo “🌹Black Moon” (na época)

👉 Essa NÃO é a 🌹Lilith que usamos hoje.
Era um corpo inexistente — um erro astronômico que fascinou ocultistas.

Sepharial foi o primeiro a unir 🌹Lilith + astrologia, mas não criou a 🌹Black Moon moderna.

🌕 3. 1937–1960: o apogeu lunar na astronomia

Astrônomos já calculavam o apogeu lunar, e entre 1930 e 1950 refinam fórmulas que mais tarde seriam essenciais para definir:

• apogeu lunar médio (“mean”)
• apogeu lunar verdadeiro (“osculating”)

Mas ainda ninguém associava esse ponto ao nome 🌹Lilith.

🌘 4. Décadas de 1960–70: nasce a 🌹Lilith moderna

O criador da 🌹Lilith utilizada hoje na astrologia é:

🌑 Georges-Arthur Dillinger
Astrólogo e matemático francês.

Nos anos 60–70, ele afirma:

“A Lua Negra é o apogeu lunar.
Este ponto representa a ausência, o vazio, o desejo absoluto, o feminino primordial.”

Ele:

• diferencia Dark Moon de 🌹Black Moon
• calcula as primeiras efemérides do apogeu lunar
• estabelece o conceito de 🌹Lilith como é entendido atualmente

➡️ Aqui nasce a moderna 🌹Black Moon 🌹Lilith (especialmente a Mean 🌹Lilith).

🌗 5. Anos 1980–90: Psicologia e Astrologia Humanista integram 🌹Lilith

Sua difusão acontece com autores como:

• Liz Greene – relaciona 🌹Lilith com a sombra, o eros e o feminino ferido
• Demetra George – integra-a ao panteão do feminino lunar
• Martin Schulman – trabalha sua dimensão kármica
• Majoel, Hadelin – aprofundam seu uso psicológico e o desenvolvimento de efemérides

🌹Lilith se torna símbolo de:

• sombra feminina
• libido selvagem
• feridas ancestrais
• magnetismo instintivo
• zonas proibidas da psique

🌑 Hoje

A 🌹Black Moon 🌹Lilith é amplamente usada em:

• astrologia psicológica
• astrologia arquetípica
• astrologia terapêutica
• astrologia esotérica
• estudos de intimidade, sexualidade e poder emocional

A True 🌹Lilith ganha adeptos por ser mais visceral, mais irregular, mais conectada às pulsões mutáveis.

⭐ Resumo histórico

Antiguidade: 🌹Lilith é mito, não astrologia.
1918: Sepharial cria a “Dark Moon”, ainda não a 🌹Black Moon.
1960–70: Dillinger introduz a 🌹Black Moon = apogeu lunar.
1980–90: a astrologia psicológica incorpora 🌹Lilith.
Hoje: símbolo do feminino profundo, da sombra emocional, da sexualidade e da libertação psíquica.

🌘 Diferença entre Mean e True 🌹Lilith

Mean 🌹Lilith (Média)
• ponto matemático suavizado
• movimento mais regular
• pode ficar retrógrada
• mais estável para interpretação

True 🌹Lilith (Verdadeira / Osculating)
• posição real e momentânea do apogeu lunar
• muito irregular
• muda de direção com frequência
• retrogradações marcadas

➡️ A diferença entre Mean e True 🌹Lilith pode ser grande — até mesmo dezenas de graus.
Não existe uma versão “melhor”.
A melhor é sempre aquela que dialoga com o olhar do astrólogo.


Porém — entre os astrólogos modernos que usam Lilith…

Quando você olha para os astrólogos modernos e psicológicos que incorporam Lilith na prática (não os tradicionalistas), aí sim há uma tendência clara:

👉 A MAIORIA usa a Mean Lilith (Lilith Média).

Isso inclui:

  • efemérides populares (como Swiss Ephemeris) que destacam Mean como padrão

  • autores modernos europeus dos anos 80–90

  • muitos softwares (Janus, ZET, Kepler…) que colocam Mean como default

True Lilith (Verdadeira) também é usada, mas é mais comum em:

  • astrólogos de linha mais esotérica

  • interpretações mais “cruas”, instintivas e sombrias

  • abordagens de sexualidade, poder e sombra emocional (onde a oscilação da True faz sentido na narrativa)


Resumo

Tradicionalistas → Não usam Lilith.

Zero. Nenhuma versão.

Modernos → Principalmente Mean Lilith.

(Especialmente para leituras de estrutura psíquica e temas de sombra.)

Esotéricos / sombrios → Preferem True Lilith.

 
Ótima pergunta — mas a resposta é: não há um consenso universal entre “astrólogos famosos” ou “efemérides famosas” dizendo que todos usam sempre a mesma versão de Black Moon Lilith (BML). A escolha entre “mean” e “true” varia bastante — e depende da tradição de cada astrólogo ou das configurações dos softwares/efemérides. Aqui vai o que a pesquisa revela, e porque não há um “padrão global”.



📚 O que as efemérides e fontes clássicas costumam usar

  • Algumas efemérides — e sites populares de cálculo gratuito — fornecem ambas as versões: “mean” e “true”. Por exemplo, a efeméride da referência de BML publicada por uma fonte popular permite consultar a “True Black Moon Lilith”. Cafe Astrology+1

  • Em análises contemporâneas, há quem prefira a “true” pela sua oscilação e pela ressonância simbólica com a natureza instintiva, fluida e imprevisível de Lilith. Tom Jacobs+1

  • Por outro lado, muitos autores clássicos e trabalhos em astrologia tradicional usaram — e continuam a usar — a versão “mean”, por sua estabilidade e previsibilidade. Astro.com+2linda-goodman.com+2

Ou seja: as “efemérides famosas” não têm um padrão único: há tanto quem publique a média quanto quem publique a verdadeira; às vezes ambos.


🔮 O que fazem astrólogos conhecidos e por que varia

Depende muito da tradição, da escola e da abordagem de cada astrólogo:

  • Alguns escolhem a “True Lilith” para honrar a imprevisibilidade, a oscilação e a profundidade simbólica deste ponto — especialmente quando trabalham com temas de sombra, libido, instinto, trauma, transformação. Tom Jacobs+2Darkstar Mythology+2

  • Outros privilegiam a “Mean Lilith” por sua constância, por ser mais fácil de usar em consultas técnicas, previsões e para facilitar comparações entre mapas — especialmente em práticas mais tradicionais ou acadêmicas. Astro.com+2Astrolabe Inc+2

  • Há também quem consulte as duas versões, comparando-as para captar tanto o potencial mais estável quanto o mais fluido, como se fossem camadas complementares da mesma força simbólica. leahwhitehorse.com+2Reddit+2


✅ Conclusão: não há um “padrão universal”

Não existe uma regra fixada por “os grandes astrólogos” ou por “as efemérides oficiais” que diga “todos usamos mean” ou “todos usamos true”.

A escolha da versão de Lilith depende do propósito da leitura, da tradição do astrólogo, da sensibilidade simbólica e até da preferência técnica.

Para trabalhar com Lilith de forma consciente e honesta, o mais importante é:

  • Saber qual versão você está usando (mean ou true) — e informar isso na análise.

  • Ser coerente: se usa mean, mantenha esse ponto para todo o mapa; se usa true, acompanhe suas oscilações.

  • Estar atento às diferenças de significado — pois signo e casa podem mudar dependendo da versão adotada.

xiste evidência de que em alguns programas de astrologia, inclusive possivelmente no Janus 5, a posição da Black Moon Lilith pode não coincidir exatamente com a posição que se encontra em efemérides ou em outros programas — dependendo das configurações adotadas. Aqui vai o que a pesquisa revela — e por que vale atenção crítica.


🔎 O que se sabe sobre Lilith em softwares

  • Lilith (mais precisamente a “Black Moon Lilith”, ou “Lua Negra” / apogeu lunar) pode ser calculada de modos diferentes: a posição média (mean) ou a posição verdadeira (true). Essas versões dão graus distintos. yantra.sk+1

  • Alguns softwares optam por usar a Lilith média por padrão — já que historicamente foi esse o cálculo mais utilizado. yantra.sk+1

  • Outros programas mais recentes, ou com opções avançadas, oferecem a possibilidade de escolher entre Lilith “mean” ou “true”. yantra.sk+1

  • Esse deslizamento entre “mean” e “true” é uma das principais razões pelas quais dois softwares podem mostrar graus diferentes para Lilith no mesmo mapa natal — e isso gera a sensação (real) de que “as posições não batem”.


🧮 O que se sabe sobre o Janus 5 — e seus limites

  • O Janus 5 é reconhecido como um dos softwares clássicos e robustos em astrologia tradicional, com muitos recursos (astromapping, direções primárias, progressões, etc.). janusastrology.com+1

  • Porém, não encontrei uma documentação pública que declare de forma clara se ele calcula Lilith pela posição “mea” ou “true” por padrão, nem se oferece opção para alternar entre as duas.

  • Em fóruns de astrologia, essa dúvida aparece com frequência — muitos usuários relatam que diferentes softwares “mostram Lilith em signos diferentes” para a mesma data de nascimento, e questionam se o problema vem das efemérides, da versão da Lilith usada, ou da configuração de casas/sistema. Por exemplo:

    “I get different placements in my chart … for the Black Moon and Lilith” Reddit+1

  • Alguns relatam que quando “ativam Lilith” em softwares como o Janus ou similares, pode haver confusão entre Lilith (asteroide 1181), Black Moon Lilith, e outros pontos — cada um com cálculo diferente. Isso sugere que, dependendo da opção escolhida, a posição pode variar. Reddit+1


✅ Conclusão provisória com cautela

  • Não há evidência pública e definitiva de que todos os mapas feitos no Janus 5 apresentem Lilith errada — mas há razões legítimas para acreditar que diferenças podem surgir, especialmente dependendo de como o software está configurado (mean vs true), ou do ponto de Lilith usado (Black Moon vs asteroide, etc.).

  • Isso explica os relatos de astrólogos e usuários que veem discrepâncias entre programas: não é necessariamente um “erro”, mas uma variação de paradigma de cálculo.

  • Por isso — especialmente quando se trabalha com Lilith (que já é um ponto simbólico e “limite”) — é importante verificar qual versão do ponto o software está usando, confrontar com efemérides externas, e — se possível — fazer checagens cruzadas com outro software.


💡 Minha recomendação como astrólogo

Se você for usar Lilith como ponto de análise no seu trabalho:

  • Verifique nas configurações se o Janus está usando Lilith “mean” ou “true”.

  • Compare a posição com uma efeméride confiável externa (ou com um outro software).

  • Em interpretações sensíveis ou profundas, registre o ponto exato (grau e minuto) — e, se houver dúvida, mencione que pode haver variação de cálculo.

  • Considere tratar Lilith com humildade simbólica: por ser um ponto “limite” (apogeu lunar, sombra, inconsciente), é natural que existam variações — o importante é compreender o significado, não fixar numa precisão rígida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário